quinta-feira, 11 de julho de 2013

Olhar de Cleópatra

Se hoje em dia o make up faz parte do dia a dia de quase todas as mulheres (e aos poucos, dos homens também!), muito se deve a uma rainha egípcia de nome Cleópatra, cujo reinado ocorreu em fins do século I a. C.


Dona de uma beleza mítica, Cleópatra até hoje é lembrada não só por sua riqueza ostensiva, nem por haver conquistado o amor e os favores militares de importantes generais romanos, mas também por sua maquiagem.


No caso da nossa rainha, seus olhos emoldurados por um traço negro que imediatamente chama a atenção, dando expressão e dramaticidade ao olhar.

Naquele tempo, a cosmetologia se valia de matérias-primas rudimentares para criar esses efeitos especiais no visual. O delineador, por exemplo, era originariamente feito com carvão e gordura animal, sendo que na época de Cleópatra os árabes haviam desenvolvido um pó negro chamado “kohl”, precursor do nosso conhecido kajal. A sombra esverdeada também era moda, feita de metais pesados (que hoje sabemos ser cancerígenos), que tinham como função não só a vaidade e beleza, sendo usados como sinal de respeito, para evitar que os olhos encarassem diretamente o deus sol. Naturalmente, esses artifícios serviam como um sinal de distinção social, pois eram de uso exclusivo da nobreza.

O tempo passou, hoje estamos em pleno século XXI, e o mundo da maquiagem evoluiu muito. Porém, esse “look Cleópatra” permanece, principalmente enquanto caracterização para apresentações de dança do ventre, já que esta, sendo uma arte milenar, ritualística e ligada às tradições do Egito, mantém sua identidade e valores intactos.

Para os povos do oriente médio em geral, os olhos são as janelas da alma. Sendo assim, para uma bailarina de dança do ventre é o ponto de destaque, por onde ela vai expressar os encantos e a emoção contidos na sua dança.

Como obter esses "olhos árabes": este é o assunto do próximo post!

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