Se hoje em dia o make
up faz parte do dia a dia de quase todas as mulheres (e aos poucos,
dos homens também!), muito se deve a uma rainha egípcia de nome
Cleópatra, cujo reinado ocorreu em fins do século I a. C.
Dona de uma beleza
mítica, Cleópatra até hoje é lembrada não só por sua riqueza
ostensiva, nem por haver conquistado o amor e os favores militares de
importantes generais romanos, mas também por sua maquiagem.
No caso da nossa
rainha, seus olhos emoldurados por um traço negro que imediatamente
chama a atenção, dando expressão e dramaticidade ao olhar.
Naquele tempo, a
cosmetologia se valia de matérias-primas rudimentares para criar
esses efeitos especiais no visual. O delineador, por exemplo, era
originariamente feito com carvão e gordura animal, sendo que na
época de Cleópatra os árabes haviam desenvolvido um pó negro
chamado “kohl”, precursor do nosso conhecido kajal. A sombra
esverdeada também era moda, feita de metais pesados (que hoje
sabemos ser cancerígenos), que tinham como função não só a
vaidade e beleza, sendo usados como sinal de respeito, para evitar
que os olhos encarassem diretamente o deus sol. Naturalmente, esses
artifícios serviam como um sinal de distinção social, pois eram de
uso exclusivo da nobreza.
O tempo passou, hoje
estamos em pleno século XXI, e o mundo da maquiagem evoluiu muito.
Porém, esse “look Cleópatra” permanece, principalmente enquanto
caracterização para apresentações de dança do ventre, já que
esta, sendo uma arte milenar, ritualística e ligada às tradições
do Egito, mantém sua identidade e valores intactos.
Para os povos do
oriente médio em geral, os olhos são as janelas da alma. Sendo
assim, para uma bailarina de dança do ventre é o ponto de destaque,
por onde ela vai expressar os encantos e a emoção contidos na sua
dança.
Como obter esses "olhos árabes": este é o assunto do próximo post!

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