Tão
importante quanto os movimentos corporais, as mãos apresentam-se harmonizando
toda a coreografia da dança do ventre. Os movimentos bem executados serão o
foco de atenção do expectador que quando vê uma bailarina realizando movimentos
de mãos como se fossem pétalas de flores (flexíveis e sensuais ondulando ao
vento enquanto esculpem figuras no ar) já fica certo que a dança a ser
apresentada é a dança do ventre.
Esses
movimentos variam de suaves a rígidos, mas, sempre delicados, as mãos se
ondulam, circulam e parecem até flutuar, mas, sempre voltam a posição original
de “flor de lótus”.
Mãos
e braços se harmonizam e independem de outros movimentos, um exemplo bem
característico disso é que precisamos de muito treino, mas, em determinados
momentos, realizamos shimmies com o quadril aliando a outra velocidade os
movimentos de mãos e braços, e tudo gera a graça e a “independência” de um
membro do outro.
As
unhas da bailarina de dança do ventre devem estar sempre bem feitas, pois somos
princesas diante do nosso público e como tal, nossas mãos devem ser belas e bem
cuidadas!
Uma
forma de exercitar bem os movimentos de mãos, é sentada em frente ao espelho,
coloque uma música e dance essa música inteira apenas com as mãos e braços...
Não se esqueça depois de fazer um alongamento nos braços.
Nossa
dança é oriunda do oriente então veremos a seguir um pouco sobre a percepção
oriental sobre a flor de lótus.
A Flor de lótus: Olhada com respeito e veneração pelos
povos orientais, ela representa a pureza emergindo imaculada de águas lodosas. Lótus
é o símbolo de expansão espiritual, do sagrado, do puro.
O significado original deste
simbolismo se dá na seguinte filosofia: Tal como a Flor de Lótus cresce da
escuridão do lodo para a superfície da água, abrindo sua flores somente após
ter se erguido além da superfície, ficando imaculada de ambos, terra e água que
a nutriram.

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